
Um livro muito interessante!
É um romance de Rubem Fonseca. Nele encontramos a história do mês que marcou o ano de 1954 e o Brasil. Agosto de 1954 foi o mês que morreu o Presidente da República Getúlio Vargas.
São relatados casos pessoais da personagem principal, casos de polícia e retrata bem a política da época representada por fatos reais e fictícios.
Conta a história do comissário da polícia Alberto Mattos, ele sofre de úlcera, tem duas mulheres que são apaixonadas por ele. Alguns querem vê-lo morto, outros pretendem defendê-lo. Mattos é um dos poucos policias justo, que não aceita suborno e nem admite que os bicheiros tomem conta do "pedaço". Seu desejo é deixar de lado a vida de comissário e se tornar juíz, ele estudou direito, até foi preso quando estudante devido às manifestações estudantis, era apto às idéias comunistas e uma pessoa bem indvidualista não gostava de repartir o que sabia sobre um caso, ou qualquer coisa, guardava tudo pra si.
História contada em 3° pessoa, apesar da maioria de seus livros serem escritos em 1° pessoa, neste não foi, por que ele se colocaria em um patamar de o único honesto da polícia. No período em que o livro acontece Rubem estava trabalhando na polícia e conhecia o policial pastor, uma das personagens. Muitos acreditam que a maior parte dos livros envolvendo crime Fonseca tirou das ocorrências da polícia.
Pra quem gosta de histótia vale a pena ler, mas tomem cuidado Rubem Fonseca usa muitas palavras de baixo calão e o bom -para alguns e diferente para outros- ele é "curto e grosso", ou seja, objetivo.
A parte do livro que mais gosto é quando o autor envolve o real com fictício. O encontro do comissário, uma personagem fictícia e o presidente, uma personagem real.
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